Arte o que?
Sobre arte para todos …Arquivo para Língua Solta
Artista que rouba Nazistão, tem 100 anos de Perdão
As 13 aquarelas ,pintadas por Adolf Hitler em mil novecentos e bolinhas, foram compradas de colecionadores privados, e repintadas pelos artistas, com aplicações de céus, arco-íris psicodélicos, corações, flores flutuantes, e caras sorridentes.
Segundo eles, a recriação das aquarelas não visa “redimir” o ditador, além de declararem o óbvio a respeito dos quadros, a transparente “carência de talento”. Curioso? Interesante?
Eu achei, principalmente pela contabilidade da coisa toda : eles compraram os quadros por R$365mil (115 mil libras) e vão vendê-los por R$2,1 milhões (685 mil libras). Gostaram? Isso é o que eu chamo de lucro.
Ei pessoal! … Acorda! … O cara já morreu a mais de 50 anos e o povo não desgruda dele! E francamente, alguém estar lucrando com alguma coisa que ele tenha feito, pra mim, já é um milagre!
Jake Chapman disse, e concordo com ele : “A idéia de redimir Hitler é má, mas a idéia de redimir o seu trabalho é um trabalho de gênio”. Gênio talvez seja um pouco demais … Esperto … Há! Isso sim. O que vocês acham?
Notícia original : Folha de São Paulo
A Mala do mala, o GPS do mala …. Ops, na mala do mala! … E o maior auto-retrato do mundo.
O sueco Erik Nordenankar realmente estava à toa!
Nepotismo, clientelismo, favoritismo … Há! Esses ismos !…

Um dia desses, escutei de um profissional da área das dificuldades de se trabalhar com projetos culturais, onde o papel do financiamento proveniente tanto do governo, como do setor pivado, é vital. Como agir, num país onde até as grandes seleções de projetos são direcionadas a amigos, conhecidos, e afins?
Difícil de acreditar? Fique de olho em grandes seleções para ver quais são as instituições beneficiadas. Diversas delas estão com seus processo seletivos em aberto - Do projeto Votorantim, , Banco do Brasil, até a grande e maior investidora do país, a Sagrada Petrobrás.
Que recebe esses fundos? São as ONGs de mulheres de Deputados, os esportistas mais conhecidos e com 100 patrocínios estampados dos pés a cabeça. E os novos? E os pequenos? Aqueles que não aparecem na TV e que só querem livros pra biblioteca do bairro? Como continuar num sistema como esse e de fato incentivar o país a melhorar sem investir nos projetos que realmente importam?
Qual a Alternativa? Fazer parte do mesmo sistema? Se voce quiser, pode, não é tão impossível como pode parecer !
Basta ter um amigo que conheça diretamento o dono daquelas empresas, ou então, ser sub-contratado pela ONG daquela esposa de deputado, por um fração ínfima do valor outorgado ao projeto, do qual aquela empresa nem mesmo fará nada.
E você e eu? Temos alguma chance? Podemos tentar. Afinal, mal não faz em apresentar o projeto, mas alguém devia ficar em cima dos resultados dessas seleções.
Solução? Só uma coisa me vem a mente : vigilância constante. Essas empresas tem o dever de serem transparentes em seus processos de seleção, apresentar os PORQUÊS tanto aos sims, como aos nãos. Assim como temos o deireito de saber sobre as instituições que recebem tais fundos.
Nós mesmos podemos fazer isso! Afinal, todos fazemos parte do Brasil.
Conhece alguma história? Mande pra mim.
Enquanto isso, vou ficar de OLHO neles!
Aguarde ….. a Série ‘Patrocínios e doações’ e dê sua opinião.
O que é arte hoje no Brasil?
O que acha da pergunta? Num país como nosso, considerando-se toda sua história e formação comprometida, onde poucos tem a chance de uma educação adequada, e quando a conseguem, deparam-se com um mercado cujas portas são abertas pelo já instituido sistema clientelista brasileiro. Como é ser artista ? Como é ver produções artísticas de baixo valor e significado serem expostas por grandes instituições, artistas já fundamentados ganharem prêmios de seleções para novatos ? Afinal, como é que podemos enfrentar tudo isso?
Duas palavras : Juntos e denunciando!
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Exposição no Itaú Cultural decepciona !
Sábado passado, estive no Itaú cultural, na Av. Paulista, aqui em São Paulo, com uma amiga, sem saber o que encontraria em exposição.
Sinceramente, fiquei decepcionada !
Me deparei com as exposições ‘Quase Líquido’ e ‘H2Olhos’. Com a tematica óbvia da água, a maior parte dos objeto expostos usa de artifícios primários como uso de fumaça com projeção de luz, vidros pintados, fotos postas em tampos brancos que mais me lembram trabalhos de levantamento de estudantes em início de faculdade, e que poderiam ser sobre qualquer assunto, sem tocar emocionalmente em nada dentro de ninguém, além de panos com imitação de desenhos rupestres de peixes, e espécies de coquinhos polidos, montados para serem usados como câmaras escuras, com diferentes aberturas, e portanto, diferentes pontos focais. Ora, qualquer um que aprenda fotografia faz em suas primeiras aulas a velha e boa experiência da lata de Nestlê! Qual a novidade aqui?
Bem, se isso for arte pra alunos de primeiro grau verem, então tudo bem, foi isso que essa exposição me lembrou : época do colégio, quando íamos a lugares como a facudade de química, física, e outras afins, aprender sobre Ciências básicas. Pelo menos eles eram claro naquilo que estavam mostrando.
É incrível como, hoje, qualquer coisa é arte.
